Emergência Climática, Responsabilidade Fiscal e Justiça Socioambiental: o papel do controle externo na agenda do meio ambiente
Entre os dias 23 e 25 de junho, em São Luís, capital do Maranhão, será realizado o V Congresso Ambiental dos Tribunais de Contas (V CATC). O evento reunirá especialistas e representantes de diversas áreas com o propósito de fortalecer o papel do controle externo diante dos desafios ambientais contemporâneos. A iniciativa é promovida pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil - Atricon, pelo Instituto Rui Barbosa – IRB e pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão – TCE-MA.
Esta edição do congresso chega ao Maranhão, estado mais oriental da Amazônia Legal, que se destaca por sua biodiversidade única onde a exuberância da maior floresta tropical do mundo se encontra com o Cerrado e revela, no meio dessa confluência, o singular cenário dos Lençóis Maranhenses. Antes disso, o congresso passou pelos estados do Amazonas, Mato Grosso, Amapá e Roraima, consolidando sua trajetória pelos territórios amazônicos.
O V CATC colocará em pauta a proteção dos biomas, a transição energética e o uso da Inteligência Artificial no monitoramento de metas de descarbonização e investimentos em energias renováveis, reafirmando que a preservação do patrimônio ambiental é condição essencial para a sustentabilidade econômica e social. Nesse contexto, o debate avança na promoção da resiliência climática e da justiça socioambiental, com foco em soluções baseadas na natureza como caminho estratégico para enfrentar os desafios contemporâneos e construir um futuro mais equilibrado, inclusivo e sustentável.
O evento é gratuito e deve reunir cerca de 1.600 participantes ao longo de três dias, consolidando-se como um espaço de diálogo qualificado e de integração entre servidores e profissionais do controle externo, gestores públicos, cientistas, estudantes e a sociedade civil, com foco no fortalecimento da governança sustentável e na qualificação das políticas públicas.
Ao final, o legado esperado é o fortalecimento de um controle externo mais responsivo, eficiente e comprometido com a transformação social e econômica, capaz de contribuir para que a justiça socioambiental se concretize na vida das pessoas e dos seus territórios.
